Drogas e medicamentos são coisas diferentes - Ana Louro Saúde
705
post-template-default,single,single-post,postid-705,single-format-standard,bridge-core-2.5.6,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,qode_grid_1300,footer_responsive_adv,qode-theme-ver-24.1,qode-theme-bridge,qode_header_in_grid,wpb-js-composer js-comp-ver-6.4.2,vc_responsive

Drogas e medicamentos são coisas diferentes

Drogas e medicamentos são coisas diferentes, dizer o contrário aumenta o estigma associado à doença mental! Evite esta associação.

As drogas são substâncias que alteram o nosso estado psíquico e criam facilmente uma situação de dependência. O consumo de drogas, tem consequências devastadoras não só para o indivíduo em questão, como para a comunidade envolvente.

Por sua vez, os medicamentos são produtos utilizados para modificar a fisiologia do organismo, em benefício da pessoa que os toma. É sabido que os medicamentos podem ter efeito secundários, alguns significativos, mas os princípios éticos da beneficência e da não maleficência, devem estar presentes em qualquer prescrição medicamentosa.

O uso da palavra “droga” em relação aos medicamentos usados no tratamento da doença mental, tem repercussões e por isso devemos evitá-lo.

Afinal, esse uso é uma forma de perpetuar o mito de que o doente mental é fraco e só está em sofrimento porque quer, como se este tipo de condições fossem uma escolha!

O uso de medicamentos na doença mental, pode ser uma ajuda preciosa para que a pessoa consiga acalmar o sofrimento e arranjar os recursos mentais necessários para ser parte ativa no seu processo de cura. Portanto, não deve haver vergonha ou sentimentos de culpa associados a esta toma.

A maioria das vezes, o problema está na polimedicação e na prescrição apressada de medicamentos, em consultas de rápidas e pouco estruturadas. Assim, é importante que a prescrição de medicação seja feita por um médico especialista em psiquiatria, que conheça e se interesse pela pessoa que o procura.

Um bom plano de cuidados e uma abordagem multidisciplinar, permite utilizar a medicação (de forma transitória ou não) como uma bengala, que possibilita a restruturação da identidade e do bem-estar individual.

Por tudo isto repita comigo: drogas e medicamentos são coisas diferentes!

Na abordagem à doença mental, é também muito importante o uso de terapias e o ensino de ferramentas que ajudem a pessoa na sua gestão emocional, tais como:

  • psicoterapia;
  • psicodrama;
  • naturopatia;
  • acupuntura;
  • fitoterapia;
  • EFT;
  • meditação;
  • técnicas respiratórias;
  • mindfulness; e
  • journaling.

 

Por fim, hábitos de vida saudáveis como ter um padrão de sono regular, fazer exercício físico, evitar o excesso de écrans, estar em contacto com a natureza e ter hobbies como ler, ouvir música ou dançar, são igualmente importantes na promoção da saúde mental.

Se quiser saber mais, sobre como a acupuntura pode ajudar na gestão emocional consulte o artigo:

https://analourosaude.pt/relacao-entre-entidade-viscerais-e-saude-mental/